Prática diária de yoga ajuda a regular ritmo e frequência cardíaca

Yoga pode ser útil, em especial, para pacientes com fibrilação atrial que não respondem bem a medicamentos betabloqueadores.

Praticar yoga regularmente pode ajudar as pessoas com ritmo cardíaco irregular a administrar seus sintomas e melhorar o seu estado de espírito.frequência cardíaca yoga

É o que sugere estudo de pesquisadores da University of Kansas Medical Center, nos EUA.

Pessoas com fibrilação atrial (AF) são frequentemente prescritas medicamentos como betabloqueadores para ajudar a controlar a frequência e ritmo cardíaco.

Mas os medicamentos não aliviam os sintomas de todos os pacientes, para os quais tratamentos adicionais como o yoga podem funcionar.

O estudo incluiu 49 pessoas com fibrilação atrial por uma média de cinco anos.

Durante três meses, os pesquisadores liderados por Dhanunjaya Lakkireddy rastreou os sintomas cardíacos dos voluntários, sua pressão arterial e frequência cardíaca, bem como a ansiedade, depressão e qualidade de vida geral.

Para a segunda fase do estudo, os participantes frequentaram um grupo de yoga por, pelo menos, duas vezes na semana, durante um período adicional de três meses e novamente relataram seus sintomas e qualidade de vida.

Todos os pacientes estavam tomando medicamentos estáveis durante todo o período do estudo.

Os resultados mostraram que o número de vezes que relataram ritmo cardíaco irregular, o que foi confirmado por um monitor cardíaco, caiu de quatro vezes durante os primeiros meses de estudo para duas vezes durante a fase de intervenção com yoga.

A frequência cardíaca média também caiu de 67 batimentos por minuto no início do estudo para entre 61 e 62 pós-yoga.

As pontuações de ansiedade também diminuíram e os sintomas de depressão e a saúde mental em geral melhoraram.

De acordo com os pesquisadores, para serem úteis, as sessões de yoga têm de ser incorporadas ao cotidiano, não apenas por alguns meses.

De acordo com a American Heart Association, cerca de 2,7 milhões de pessoas nos EUA têm fibrilação atrial.

Fonte: R7 Saúde