Novidades no diagnóstico de periodontite

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Sistema determina gravidade da inflamação e o número total de bactérias e torna possível adaptar o tratamento aos pacientes.

Cientistas do Fraunhofer Institute, na Alemanha, desenvolveram uma nova plataforma de diagnóstico que permite detectar os patógenos que causam inflamação na gengiva rapidamente.
A abordagem permite que os dentistas iniciem o tratamento correto para periodontite de forma mais rápida.

Sangramento nas gengivas durante a escovação ou ao morder uma maçã poderia ser uma indicação de periodontite, doença inflamatória dos tecidos que circundam e sustentam os dentes.

A placa bacteriana ataca o osso, ou seja, os dentes podem ficar bambos com o tempo e, no pior caso até mesmo cair. Além disso, a periodontite também atua como um ponto focal a partir do qual a doença pode se espalhar por todo o corpo: se as bactérias entram na corrente sanguínea, elas podem causar mais danos em outros locais.

Os médicos suspeitam que haja uma conexão entre os patógenos de periodontite e doenças cardiovasculares que podem levar a ataques cardíacos ou derrames.

A fim de cessar a inflamação, os dentistas removem os depósitos de tártaro dentário e da superfície dos dentes, mas isto muitas vezes não é suficiente, bactérias particularmente agressivas só podem ser eliminadas com antibióticos.

Das cerca de 700 espécies de bactérias encontradas na cavidade da boca, há apenas 11 que são conhecidas por causar a doença periodontal.

Segundo os pesquisadores, a única maneira de detectar a periodontite é através da realização de um teste de bactérias. O problema, no entanto, é que os métodos atuais para a identificação de agentes patogênicos são demorados e são realizados em um laboratório externo.

Análise bacteriana em menos de 30 minutos

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Agora, a equipe de pesquisa criou uma nova plataforma móvel projetado para acelerar a identificação dos 11 patógenos periodontais mais relevantes.

O módulo chamado ParoChip, vai permitir, no futuro, que os dentistas e laboratórios médicos preparem as amostras rapidamente e, então, analisem as bactérias.

Todas as etapas do processo efetuam-se diretamente sobre a plataforma, que consiste de um cartão em forma de disco de microfluidos que tem cerca de seis centímetros de diâmetro. “Até os dias de hoje, a análise tem levado em torno de quatro a seis horas. Com ParoChip, ela leva menos de 30 minutos. Isto significa que é possível analisar um grande número de amostras em um curto espaço de tempo”, afirma o pesquisador Dirk Kuhlmeier.

A análise é realizada de uma maneira sem contato e totalmente automatizada.

As amostras são colhidas usando palitos estéreis. Após o recolhimento, as bactérias são removidas e seu DNA isolado injetado nas câmaras de reação contendo reagentes secos. Existem onze tais câmaras em cada placa, cada uma com o reagente de uma dos onze patógenos. O número total de bactérias é determinado em uma câmara adicional, através da reação em cadeia da polimerase (PCR).

De acordo com os pesquisadores, a principal vantagem é que o sistema torna possível não só a quantificação de cada tipo de bactéria e, assim, a determinação da gravidade da inflamação, mas também permite determinar o número total de todas as bactérias combinadas. Isso permite que os médicos adaptem melhor o tratamento antibiótico.

“À medida que o sistema nos permite quantificar as bactérias, ParoChip é adequado também para a identificação de outras causas de infecções bacterianas, tais como agentes patogênicos de origem alimentar ou aqueles que levam à sepse”, observa Kuhlmeier.

Fonte: isaúde

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