‘Hormônio do amor’ protege mulheres contra dor crônica após o parto

Pesquisa pode levar a novos alvos terapêuticos para tratamento da dor crônica após outros tipos de traumas ou cirurgias.

Estudos realizados por pesquisadores do Wake Forest Baptist Medical Center, nos EUA, demonstraram que o hormônio oxitocina, também chamado ‘hormônio do amor’ pode proteger naturalmente as mães contra a dor crônica após o parto.

No primeiro estudo, a equipe entrevistou mais de 1.200 mulheres 36 horas após o parto. Apenas 1,85% das mulheres que tiveram dor durante o parto ainda tinham dor após seis meses e apenas 0,3% um ano depois.

“O estudo sugere que pode haver um mecanismo de proteção que está ativo em todo o momento do parto para evitar a dor crônica de uma lesão física. Em nosso estudo de laboratório foram analisadas as fontes desta proteção natural na esperança de podermos desenvolver tratamentos para prevenir o aparecimento da dor crônica após outros tipos de traumas ou cirurgias”, afirma o pesquisador James Eisenach.

A segunda pesquisa realizada com ratos em laboratório sugeriu que concentrações elevadas de oxitocina no cérebro e na medula espinal após o parto protegeram as mães da dor crônica. Os especialistas observam, no entanto, que os resultados de pesquisas com animais nem sempre são replicados em seres humanos.

“A oxitocina no cérebro é considerada importante para a ligação de confiança, amor e compromisso social entre mãe-bebê. Estes resultados sugerem que o aumento da oxitocina em torno do momento do parto também pode acelerar a recuperação da dor causada pelo nascimento”, observa Eisenach.

Segundo os pesquisadores, os dois estudos fornecem novas informações importantes para a compreensão do desenvolvimento da dor crônica após o parto.

A equipe acredita que entender como a gravidez protege contra o desenvolvimento da dor crônica pós-traumática não é apenas importante para as mulheres grávidas e seus filhos, mas também pode fornecer alvos terapêuticos para a prevenção e tratamento da dor crônica em outras populações.

Fonte: isaúde