Diferença genética deixa asiáticos mais vulneráveis a gripe

Cientistas da Grã-Bretanha e da China descobriram uma variante genética que explica o motivo de populações chinesas serem mais vulneráveis ao vírus H1N1, causador da gripe suína. Essa descoberta pode permitir que o tratamento seja prioritário para pessoas com maior risco de desenvolver formas graves de gripe. Esse achado também pode ajudar a explicar porque novas cepas de vírus geralmente emergem primeiro na Ásia, onde a variante chamada de rs12252-C é mais comum que em qualquer outro lugar do planeta.
“Entender por que algumas pessoas podem ser afetadas de forma mais grave que outras é crucial para que melhoremos nossa habilidade de administrar epidemias de gripe e prevenir mortes”, afirmou Tao Dong, da Universidade de Oxford, que liderou o estudo, publicado pela revista Nature Communications.
Os pesquisadores descobriram que possuir a variante rs12252-C pode aumentar o risco de infecção severa em até seis vezes. A pandemia de gripe suína de 2009 e 2010 teria infectado 20% da humanidade e matado cerca de 200 mil pessoas apenas em seu primeiro ano.
Para realizar a pesquisa, cientistas se concentraram nessa variante porque ela é cem vezes mais comum no grupo étnico predominante na China que nas populações caucasianas – entre os brancos, apenas 1 em 3 mil possuem essa variante, enquanto 69% dos chineses que tiveram gripe grave em 2009 a possuíam, contra 25% daqueles que pegaram uma gripe mais leve. Os cientistas lembram que mais estudos devem ser feitos para investigar os efeitos dessa variante em outras populações.
REUTERS